‘Um Conto de Batman: na Psicose do Ventríloquo’, 1º Batman Fan Film do mundo concorre ao prêmio de melhor filme no Gen Con Film Festival 2018

Da Assessoria | 1º Batman Fan Film do mundo em formato longa-metragem concorre ao prêmio de melhor filme no Gen Con Film Festival 2018, que acontece em agosto, em Indianapolis, nos EUA, e integra o Gen Con 2018, mais tradicional e original evento de games do mundo. Obra sobre o ‘Homem Morcego’ pode render mais um prêmio internacional ao cineasta brasileiro Elvis delBagno.

Elvis delBagno é um diretor de cinema amante da arte conceitual e que não privilegia efeitos especiais ou reviravoltas constantes na história. Com ‘Um Conto de Batman: na Psicose do Ventríloquo’, 1º Batman Fan Film do mundo em longa-metragem, delBagno conquistou diversos prêmios internacionais e em agosto vai concorrer a mais um: melhor filme no Gen Con Film Festival 2018, que acontece nos EUA. Também em agosto, ele tenta participar do 22º CINE-PE, um dos maiores festivais do Brasil, com outra obra, ‘A Suíte Epifânica de Luíza’.

No Gen Con Film Festival 2018, Elvis concorrerá ao prêmio de melhor filme com a obra ‘Um Conto de Batman: na Psicose do Ventríloquo’, o 1º Batman Fan Film do mundo feito em formato longa-metragem e que rendeu diversos prêmios a delBagno em festivais internacionais.

Já no CINE-PE 2018, delBagno vive a expectativa de concorrer com o filme ‘A Suíte Epifânica de Luiza’, que passa por avaliação dos jurados. Trata-se de uma obra poeticamente polêmica que aborda a história de uma idosa aprisionada em sua casa junto aos seus medos, angústias e aflições que marcaram sua infância.
Gen Con Film Festival 2018

Neste evento, Elvis está concorrendo ao prêmio de melhor filme longa-metragem com ‘Um Conto de Batman: na Psicose do Ventríloquo’, o 1º Fan Film do mundo do Homem-Morcego no formato de longa. A obra tem enredo autoral, prioriza as histórias dos personagens ao invés de explosões, lutas e efeitos especiais, e mostra uma narrativa lenta, por vezes, sem falas. Uma analogia à sociedade brasileira moderna aliada ao estudo profundo do Ser Humano.

O filme traz uma visão desvinculada das características “hollywoodianas” tradicionais, mas com produção robusta, fotografia marcante e enredo denso que não deixam dúvidas quanto à qualidade e importância do filme na carreira de Elvis.
Batman brasileiro de Elvis delBagno se mostra perturbado e confuso por se perder em seu ‘Eu’ a cada dia que tenta descobrir mais sobre si mesmo. Já o vilão, um boneco ventríloquo, tem sua existência explorada a fundo a fim de explicar a mente psicopata de um chefe da máfia.

22º CINE-PE

Já no festival pernambucano, Elvis está com o filme ‘A Suíte Epifânica de Luíza’ em análise dos jurados para concorrer ao prêmio em agosto. Sombrio, dramático e muito poético, a obra traz detalhes que remetem à solidão e a fatos da infância aprisionados na mente de Luiza, que não a deixam em paz. Sua imaginação e seres inanimados completam o sofrimento só. O espectador vivencia a atormentada vida da personagem, repleta de traumas, medos e polêmicas que transbordam poesia.

Uma obra do gênero ‘fantástico’, onde o roteiro, a produção, a filmagem, a sonorização e a edição são claramente autorais, respeitando uma narrativa lenta que seduz delBagno, ao mesmo tempo que o caracteriza como um cineasta diferente. Repleta de símbolos e metáforas bem construídas, a existência de Luiza se mostra sofrida, assustadora e cercada por monstros criados por ela mesma.

Após conquistar prêmios e prestígio em festivais de cinema ao redor do mundo, Elvis vive a expectativa de participar do CINE-PE 2018 para alcançar o reconhecimento também entre o público e crítica aqui do Brasil.

Elvis delBagno – Divulgação

Elvis delBagno gosta de utilizar o ambiente, o local das filmagens, como um dos protagonistas, pois é ele o responsável pelos males das pessoas, por uni-las ou afasta-las. Para mostrar o ambiente como um dos “astros” da obra, delBagno se inspira em nomes como Roman Polanski e Luis Bruñuel. “Aprecio demais essa peculiaridade, pois é o ambiente que faz você entender sobre o ser humano. Uma pessoa só é o que é devido aos incontáveis fatores e forças que o ambiente exerce sobre ela”, comenta Elvis.

Para delBagno, as crises existenciais sobrepõem os problemas externos e seus roteiros buscam mostrar o porquê daquela pessoa se tornar um vilão, quais motivos a levaram a esta condição. Elvis preza por filmes do gênero ‘Fantástico’ com toques surrealistas, de horror ou dramas que fogem do convencional. “Busco inverter histórias, dar outro fim ao final já conhecido, desestruturar narrativas. Assim, acredito que o filme se torna mais autoral, com características marcantes. Sempre procuro associar o filme a uma discussão política ou social de nosso país. E prefiro o ritmo do cinema clássico”, afirma delBagno.

Em breve, Elvis delBagno pretende anunciar um novo projeto, baseado em uma figura conhecida e exaltada na literatura brasileira. Algo bem brasileiro, na visão de um brasileiro, que não privilegia o conceito dos blockbusters.

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