Vicente Ávila propõe o neosocialismo em livro que será lançado nesta terça, 19

“Neosocialismo & Cooperativismo”, do professor da UFMT, será lançado nesta terça, na Feira do Livro da Adufmat

Este blogueiro em momento self com o professor Vicente Ávila

Por João Bosquo | Pensar o futuro, pensar o amanhã, quem sabe mesmo, pensar o depois de amanhã é um traço do ser humano. Sonhar com uma sociedade justa, solidária e igualitária é mais humano ainda e é isso que lemos nas lições do livro “Neosocialismo &Cooperativismo”, do professor Vicente Machado Ávila, que será lançado nesta terça-feira, 19, às 18 horas, durante a realização da 2ª Feira do Livro – GTSSA Adufmat-Ssind – UFMT, que acontece no Centro Cultural da UFMT.

O livro “Neosocialismo & Cooperativismo” propõe abrir mentes. Se lá atrás Leonel Brizola fala da construção de um socialismo moreno, ou seja, um socialismo a partir das nossas raízes, de nossas tradições, o economista, professor aposentado da UFMT, Vicente Ávila, dispara a ideia de construção de uma revolução com os ingredientes do neosocialismo e cooperativismo.

Segundo Ávila, o neosocialismo é uma proposta de construção de um socialismo de novo tipo, cujo processo de construção pode e deve ser feito dentro da democracia, enquanto o cooperativismo, cuja base pressupõe que os trabalhadores são sócios e não mão de obra para ser explorada pelo dono do capital, seria a agenda econômica.

Mas isso não seria a propalada social democracia? O economista Vicente Ávila, responde que não, já que a social democracia tem um apelo social mas mantém o capitalismo.

Segundo o veterano estudioso, o neosocialismo vem para contrapor-se com o neoliberalismo. Ele diz que tudo que existe na face da terra tem dentro de si o germe de sua própria destruição, ou seja, o seu contraditório, o seu antípoda. Ele lembra que em todo organismo vivo existem células morrendo e outras nascendo. As que nascem se alimentam das que morrem e apresenta um quadro com os pares dialéticos, no qual a morte se opõe à vida; amor versus ódio, o conservador contra o revolucionário; a ignorância e arrasada pelo saber; capitalismo x socialismo e o neosocilismo enfrentando o neoliberalismo. Sim como contra as trevas.

É possível uma proposta dessas se concretizar? Sim, segundo Ávila, “em pouco mais de uma década, no Brasil e dentro da democracia, um governo socialmente comprometido conseguiu tirar 16 milhões de pessoas da miséria absoluta, além de ampliar o ensino técnico e contribuiu para inclusão de negros e mulheres”.

Vicente Ávila é natural de Campo Grande (MS) e viveu parte da adolescência no Pantanal e na cidade de Pedro Gomes, até os 19 anos, onde exerceu atividades rurais. Muda-se para Campo Grande e trabalha como servente de pedreiro, continuo de banco e, aos 24 anos, muda-se para o Rio de Janeiro.

Na capital fluminense, trabalha como securitário, bancário e, em 1968, dois anos depois do golpe militar de 1964 que levaria o Brasil para um período de trevas, se forma economista pela Faculdade de Ciências Políticas e Econômicas.

Muda-se para Cuiabá. Trabalha no D.O.P. (Departamento de Obras Públicas), como chefe de Divisão de Administração; diretor do Detur (Departamento de Turismo) da Secretaria de Indústria e Comercio) e foi fundador, gerente, coordenador de recursos humanos do CEAG/MT, do Sebrae, e professor de Economia da UFMT.

Ávila também foi um dos primeiros candidatos do PT em Mato Grosso ao Governo do Estado. Ele disputou as eleições de 1986, obtendo 13 mil votos, um feito magnífico já que, na eleição anterior, o candidato petista teve pouco mais de dois mil votos.

A Feira do Livro criada pelo Grupo de Trabalho de Seguridade Social e Assuntos de Aposentadoria (GTSSA) da Adufmat-Ssind tem como objetivo de criar um espaço de socialização a partir da doação e troca de livros entre os professores sindicalizados e toda a comunidade acadêmica.

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João Bosquo

João Bosquo, poeta e jornalista, editor deste blogue NAMARRA.COM.BR nas redes sociais: @joaobosquo

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