Wilson Santos, agora oficialmente pré-candidato do DEM-Tucano, ao seu estilo, chora as pitangas e se diz atacado covardemente pelos adversários

Sou covardemente atacado, desabafa Wilson Santos

(por Alline Marques/OlharDireto) O prefeito de Cuiabá, Wilson Santos (PSDB), logo após ter o nome oficializado como candidato ao governo pela oposição retomou o discurso de vítima e reclamou dos ataques sofridos ao logo dos seis anos de mandato. Agora, aposta que na campanha terá condições de se defender.

Ao ser questionado sobre a possibilidade das crises enfrentadas durante sua gestão, como a greve dos médicos, as denúncias de irregularidades nas licitações das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), além da prisão do ex-procurador José Antônio Rosa durante a Operação Pacenas, serem usadas contra Santos na campanha, o tucano disse estar tranquilo e acredita que durante a eleição terá como rebater todas as críticas.

“Sou covardemente atacado e só eleições me permite o direito de resposta em igualdade. (…) O governador Blairo Maggi (PR) também teve secretários presos e o Lula também. Estou cobrando direitos de respostas e já tenho 11 pedidos só no programa Resumo do Dia. É assim que vamos rebater, sem baixaria”, declarou Santos, ao lembrar das prisões de Moacir Pires, ex-presidente da antiga Federação de Meio Ambiente na Operação Curupira e do ex-presidente da Imprensa Oficial de Mato Grosso (Iomat), Cláudio Pires na gestão republicana.

Quanto aos panfletos e vídeos apócrifos, Santos acredita que este tipo de campanha não dá resultados e lembrou que na eleição de 2008 foram realizados 41 panfletos apócrifos, mas mesmo assim o tucano foi eleito com 60% dos votos no segundo turno numa disputa contra o empresário Mauro Mendes (PSB), na época filiado ao PR.

Fonte: OlharDireto

><>Comentários meus, João Bosquo: Wilson Santos tem toda a razão quando diz que Blairo Maggi teve secretários presos – como lembra o OlharDireto – os casos de Cláudio Pires e Moacir Pires (apesar da coincidência dos sobrenomes não são parentes), mas esqueceu de falar do comportamento de ambos.

Blairo Maggi, antes que Moacir Pires chegasse na sede da Polícia Federal, já estava exonerado, assim também foi o caso de Cláudio Pires – demissão sumária, sem delonga; enquanto Wilson Santos teve que esperar o pedido de demissão do ex-procurador do município e redator dos editais das obras do PAC, José Antônio Rosa.

Uma diferença de 180º. Maggi procedeu como se espera de um chefe de executivo quando um auxiliar seu está sob suspeita: exoneração.  Santos esperou a autorização do auxiliar para assinar o ato, que levou mais de semanas.

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